Relator da PEC 66/2023 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) apresentou parecer que exclui dois artigos que obrigavam estados e municípios a aplicarem as regras da reforma da Previdência de 2019 a seus servidores.
Segundo o texto aprovado no Senado, apenas os estados e municípios que já têm “regras mais rigorosas quanto ao equilíbrio financeiro e atuarial” não precisariam adotar as mesmas condições do regime próprio dos servidores da União.
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De acordo com Matos, os dois artigos foram retirados porque são inconstitucionais e violam a forma federativa do Estado, conforme as centrais e outras entidades sindicais vinham apontando desde que as emendas foram incluídas pelo Senado.
O parecer contrário foi apresentado na última quinta-feira (24). O relator defendeu a admissibilidade da PEC, mas com a apresentação de emenda supressiva.
Próximos passos
O deputado afirma ainda que seu parecer tende a viabilizar o objetivo inicial da PEC 66, de abrir novo prazo para o parcelamento especial de débitos dos municípios. “Estou salvando a PEC, porque se não retira aquilo ali, ela não vai adiante”, diz.
A pretensão, segundo ele, é votar o texto na CCJ na próxima quarta-feira (30).
Se a comissão aprovar o relatório de Matos, a PEC terá seu mérito analisado por uma comissão especial, que precisará ser criada na Câmara, e esses trechos não podem ser retomados. Depois, seguirá para votação em plenário, em dois turnos, com quórum qualificado. Se aprovado o texto com as modificações sugeridas pelo relator da CCJ, o projeto precisará retornar ao Senado e pode ser restabelecida a versão aprovada na Casa.
Imposição de reforma da Previdência
O texto original do projeto, de autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA), não tratava da equiparação de regras dos regimes próprios de previdência social dos municípios e estados aos dos servidores da União, e sim pretendia oferecer parcelamentos mais favoráveis para estados e municípios com dívidas previdenciárias.
A imposição das regras da reforma da Previdência de 2019 a estados e municípios foi introduzida por uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e outros 35 parlamentares. A emenda foi acolhida e ampliada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator da proposta no Senado, e projeto foi aprovado por unanimidade pela Casa.
Durante a discussão da reforma da Previdência, os regimes próprios dos servidores de estados e municípios foram separados do projeto principal e seriam discutidos em um segundo texto, conhecido como PEC Paralela. A proposta, porém, ficou travada na Câmara
Cinco anos depois, seis estados, o Distrito Federal e a maioria dos municípios brasileiros com regimes próprios não alteraram suas legislações. Outros 12 estados fizeram mudanças, mas com regras diferentes da reforma da Previdência feita durante o governo Bolsonaro.
À Folha, o deputado Darci de Matos reafirmou a inconstitucionalidade dos trechos retirados e afirma que, se esse não fosse o caso, a questão já teria sido resolvida em 2019. “É flagrantemente inconstitucional porque fere o pacto federativo”, falou.
Ele acrescentou que tem sua “digital” na reforma da Previdência e que vê como fundamental que os estados e municípios atualizem suas regras.
“Os estados e municípios que tiveram juízo fizeram suas reformas e alguns não fizeram. Eu entendo que reformas têm que ser feitas. […] Agora, você não pode exigir isso de forma inconstitucional.”
Fonte: https://csb.org.br/noticias/pec-66-camara-retira-reforma-previdencia-servidores
A PEC 66 está na pauta da CCJ (29 de outubro de 2024).É preciso intensificar o trabalho com os Deputados que compõem a CCJ para aprovação do relatório.
Abaixo, lista dos deputados que compõem a CCJ:
https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/membros
Para as entidades que estiverem em Brasília, seria bom que pudessem acompanhar presencialmente a CCJ. Começa às 14h30 no anexo 2, plenário 1.
Na tarde desta quinta-feira (24), a Boca Maldita, em Curitiba, foi palco de um ato público organizado pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), em conjunto com sindicatos dos servidores estaduais e municipais, além da participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Representantes de todas as áreas do serviço público se uniram para reforçar a luta contra o confisco previdenciário, a PEC 66/2023 e para exigir que o Supremo Tribunal Federal (STF) conclua o julgamento em favor dos trabalhadores.
Durante o evento, lideranças sindicais discursaram para a população presente, destacando os impactos negativos das recentes reformas previdenciárias e da PEC 66/2023, que ameaça impor regras ainda mais rígidas para os servidores, replicando as mudanças da Reforma da Previdência de 2019.
Também houve críticas ao confisco previdenciário que vem afetando aposentados e pensionistas no Paraná e em diversos municípios do Estado. A ação, que já conta com maioria favorável no STF, foi interrompida por um pedido de vistas, e a expectativa é que o julgamento seja retomado em breve. “Estamos aqui para cobrar justiça! Não podemos aceitar que nossos direitos sejam desrespeitados. É hora do STF corrigir essa injustiça”, afirmou Nadia Brixner, da coordenação do FES.
O ato contou com a participação de diversos sindicatos, que distribuíram materiais informativos e panfletos, buscando engajar e conscientizar a população sobre a importância de lutar contra esses retrocessos. Além disso, os servidores reforçaram a importância de se manterem mobilizados, unidos e ativos na defesa de seus direitos.
FONTE NOTÍCIA: FES
https://fesparana.org.br/index.php/2024/10/24/ato-na-boca-maldita-reune-servidores-e-reforca-luta-contra-o-confisco-previdenciario/
INFORMATIVO DAS ENTIDADES DE CLASSE SOBRE REUNIÃO COM ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR EM 17/10/2024
Na Tarde da última quinta-feira (17/10/2024) fomos recebidos pela Administração Superior do MPPR, aproveitamos a ocasião para reiterar nossos pedidos devidamente protocolizados que ainda se encontram em análise ou com alguma pendência, bem como alguns assuntos que nos foram trazidos pelos servidores de nossa instituição.
Lembramos a todos que representamos todos os servidores de nossa instituição, quer ativos (efetivos e cargos em comissão) como os nossos aposentados (inativos), sem qualquer discriminação, sempre em busca incansável de nossos direitos e aspirações. Maiores detalhes serão encaminhados via e-mail dos servidores.
Curitiba, 21 de outubro de 2024.
SIND MP – Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Paraná














